Avataras

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 0 comentários

Teoria dos Avataras (JHS)



Krishna - Avatara da era de Touro

Dizia Blavatsky que a teoria dos avataras, era o maior mistério que encobria a evolução da mônada. No entanto, com uma linguagem das mais simples, para ser compreensível por qualquer mentalidade, procuraremos dizer em poucas palavras, o que é um avatara:


A Vida Universal é dividida em ciclos, e cada um deles representado por uma raça-mãe, com suas sete sub-raças, ramos e famílias. Na passagem de cada um deles, se manifesta um avatara. E a prova é que Jesus anuncia a sua volta. Buda faz o mesmo. E Krishna (vide Bhagavad-Gîta) ensina ao seu discípulo Arjuna: "Todas as vezes, ó filho de Bhârata, que Dharma (a Lei Justa) declina e Adharma (o contrário) se levanta, EU ME MANIFESTO PARA SALVAÇÃO DOS BONS E DESTRUIÇÃO DOS MAUS (para um julgamento portanto, que se dá em cada um desses ciclos). Para restabelecimento da Lei, EU NASÇO EM CADA YUGA" (era, ciclo, idade, etc.). Ora, com isso se prova que todos Eles falam do mesmo modo, prometendo a sua volta. Logo, qualquer pessoa inteligente o depreende, não é Ram, Orfeu, Krishna, Moisés, Buda, Cristo, etc., quem se manifesta, todos Eles são nomes, apenas, através dos quais quem se manifesta (ouça-se bem, para acabar de vez com as lutas entre as religiões), é a própria Divindade. Se se trata de uma raça-mãe, e conseqüentemente, de um novo estado de consciência evolucional para a Mônada, quem se manifesta, repetimos, é a Divindade, mas na sua forma integral, ou melhor, cem por cento da Divindade. Se for uma sub-raça, será 75% dessa mesma essência. Se um ramo, família, etc., a consciência será menor, 50 e 25%.




Sidharta Gautama - Avatara da era de Áries
Segundo as escrituras orientais, nas raças-mães, seria um Buda, como forma integral da Divindade. Se um sub-ramo ou sub-raça, um Bodhisattwa ou 75% dessa mesma Divindade. E assim por diante. Quando a Igreja, na sua Bíblia, diz que Noé fez uma Barca ou Arca, e nela pôs a sua família e um casal de cada animal, etc., a interpretação que ela e outros mais dão para o fato, é simplesmente errônea. Se não, vejamos: NOÉ, anagramaticamente ou às avessas, dá o termo grego EON, que quer dizer: "a manifestação da Divindade na Terra". Sua família não é mais do que a família racial ou mônadas que estavam sob a sua direção espiritual. Nesse caso, um Manu ou Guia daquele ramo racial, etc.


Quanto à Arca ou Barca, é infantil estarem os cientistas até hoje, procurando um pedaço de pau da "barca". Arca, BARCA, AGARTHA, nada mais é que o interior da Terra, onde podem viver livres de qualquer catástrofe ou movimentos sísmicos, milhões de pessoas. Por isso, se diz que Shamballah é a "Ilha Imperecível", que nenhum cataclismo pode destruir. E isso se acha nas Bibliotecas secretas dos referidos mundos. Por isso mesmo, tais conhecimentos não se aprendem na face da Terra, em escolas, academias, universidades, etc., muito menos nos seminários. Daí, as dúvidas suscitadas entre os que se julgam sábios ou senhores de todas as verdades.


Nada como dizer mais uma vez: a Teosofia começa onde a ciência oficial termina. César Cantu, na sua História Universal, chama de Teósofos, a Paracelso, a Van Helmont, Deluze, La Fontaine, e até o filósofo árabe Asin Palátios. E nós chamamos a todo e qualquer homem que possua cabedal maior que os demais, em semelhante Ciência. Jesus, quando discutia no Templo com os doutores, o de nome Barnabé teve estas palavras, assombrado com a cultura do pequeno: "... Menino, não venha para cá com as suas ameaças teosóficas". Logo, Barnabé achava que a Teosofia é uma ameaça para quem não possui inteligência bastante para compreendê-la. E por isso diz: "Se tu és o filho de Deus, como dizes, materializa alguma coisa para nós vermos". (Sempre as materializações, contrariando as próprias palavras de Jesus: "Felizes daqueles que não viram e creram".) E o pequeno respondeu: - "pois não... aí tens o que pedes". E Barnabé olhando duas orelhas de ASNO procura saber porque ele não materializou o resto do animal; "e precisa?", respondeu Jesus, como quem diz: "apanha e coloca na tua face".




Jesus Cristo - Avatara da era de Peixes
Imagine-se o que se pode chamar de revelação por quem está autorizado a fazê-la? Sim, cada vez mais a Sabedoria Divina aumenta, de acordo com os estados de consciência que o homem vai alcançando na Terra. Eis o que vem sempre o avatara fazer na Terra: impulsionar a tônica da Verdade, que o Manu ou Grande Legislador - chamemo-lo de Planetário da Ronda - impulsionou no começo das coisas. Ao simples Tamandaré, Manu ou Guia de uma família racial, que foi a Guarani, deve-se ter como um aspecto dessa mesma Divindade, quando o próprio José de Alencar, no seu romance O Guarani, cita, extraídas das tradições da referida raça ou família:



O MITO DE TAMANDARÉ
José de Alencar


"Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram e começaram a cobrir a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.


Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo, o que aprendia do Céu.




Quando todos subiram aos montes, ele disse:


- Ficai comigo; fazei como eu e deixai que venha a água.


Os outros não escutaram e foram para o alto; e deixaram-no só na várzea com sua companheira, que não o abandonou.


Tamandaré tomou sua mulher nos braços, e subiu com ela ao olho de uma palmeira; aí esperou que a água viesse e passasse; a palmeira dava frutos, que os alimentavam.


A água veio, subiu e cresceu; o sol mergulhou e surgiu uma, duas e três vezes.


A terra desapareceu; a árvore desapareceu; a montanha desapareceu.


A água tocou o céu; e o Senhor mandou então que parasse. O sol olhando só viu o céu e a água, e entre a água e o céu, a palmeira, que boiava levando Tamandaré e sua companheira.


A corrente cavou a terra; cavando a terra, arrancou a palmeira, subiu com ela; subiu acima do vale, acima da árvore, acima da montanha. Todos morreram. A água tocou o céu três sóis com três noites; depois baixou; baixou até que descobriu a terra.


Quando veio o dia, Tamandaré viu que a palmeira estava plantada no meio da várzea; e ouviu a avezinha do céu, o guanambi (reminiscência patente do mito de Noé, dizemos nós), que batia as asas. Desceu com sua companheira e povoou a terra".


Quem logo não vê, nesse misterioso ser, um aspecto da Divindade? Será que desta vez ainda, os adeptos das várias religiões continuam em luta uns contra os outros? Sim, todas elas tiveram a sua época, no mundo. Por isso mesmo, deviam ir cedendo lugar às posteriores. O Cristianismo, por exemplo, acha que só depois de Jesus, há dois mil anos (quando o mundo já existe há milhões, ou antes, bilhões de anos), a humanidade ficou salva, perfeita. E pelo que vemos, ela nunca esteve tão desgraçada... Cada qual que ponha a mão na sua consciência, ou melhor, que estude todos os setores da vida humana, para verificar se não estamos no Fim de um ciclo, para começo de outro. Eis a razão do aparecimento da Sociedade Teosófica Brasileira (S.T.B.), hoje SOCIEDADE BRASILEIRA DE EUBIOSE, na Terra, pois como se sabe, o LOTO nasce do LODO ou Lama... E ele é, de direito e de fato, a flor mítica nascida das águas celestes.


Um país que estava aguardando a sua hora, pois já tinha passado por diversas evoluções entre os assírios, fenícios, babilônios, etc., aguardava CABRAL, aquele que até no nome e no Brasão, por ser um Iniciado, trazia a marca de sua missão. Cabral, capris, capricórnio, etc., ou seja, o lugar para onde ele deveria vir, em busca da Terra Prometida. O Trópico de Capricórnio passa por sobre São Paulo, e nos seus 22.º para 23.º chega a SÃO LOURENÇO - MG, onde possuímos um Templo e um obelisco, este narrando os mistérios de nossa Obra. Porém, possuímos um outro em ITAPARICA - BA, e finalmente, em NOVA XAVANTINA - MT, dividindo o Brasil em três partes ou melhor, seguindo o trabalho já feito há milênios, pelo fenício Badezir (vide sua escultura na Pedra da Gávea - RJ), ou seja, do Amazonas à Bahia. E desta ao Rio Grande do Sul.


O grande etnólogo mexicano José de Vasconcelos, já dizia:


"É dentre as bacias do Amazonas e do Prata, donde sairá a raça cósmica, que será filha das dores da Humanidade".


E portanto, aquela que trará a Paz e a Concórdia para o mundo. Por desgraça, só os brasileiros desconhecem tal coisa, mas... É AO BRASIL, QUE CABE O BERÇO DA NOVA CIVILIZAÇÃO



Prof. Henrique José de Souza


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