Energia Criadora

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 0 comentários


A LEI mais essencial da Natureza – já afirmava o grande Teósofo Emmanuel Swedenborg – é a da vibração. Um ponto imóvel e absolutamente impossível dentro de nosso sistema. Os movimentos sutis, que chamamos de vibrações ou ondas; os mais vagarosos, que chamamos de oscilações; as trajetórias dos planetas, que chamamos de órbitas; as épocas da História, que conhecemos como ciclos, etc. Tudo isso não é mais do que um movimento ondulatório, cíclico de ondas no Ar, no Éter, na Água, no Aura da Terra, por nebulosas, pensamentos, emoções , de tudo quanto se possa imaginar.
A Ciência, ao analisar a constituição da matéria, descobriu que existem "noventa e dois" elementos na Natureza. Um átomo de Urânio – como o mais pesado desses elementos – se compõe de "noventa e dois prótons", que formam um núcleo; partícula tão diminuta que, para se tornar visível, seria preciso ampliá-la dez milhões de vezes. Em redor desse núcleo invisível giram, por sua vez, "noventa e dois elétrons", descrevendo órbitas a grande velocidade. Se fosse possível ampliar o átomo dez milhões de vezes, a ponto de o tornar visível, a órbita que os "elétrons" descrevem em redor do núcleo formado pelos "prótons", teria uns noventa centímetros de diâmetro. Tal núcleo de "prótons" é duas vezes mais pesado do que os "elétrons", que giram em seu redor. A força de atração da potente carga positiva, unida à ação mútua entre dois opostos, é que mantém a coesão do átomo.
Como foi dito, os elétrons descrevem órbitas diferentes em redor do núcleo. E tais órbitas se alterando, produzem diversos fenômenos quando, por exemplo, um elétron passa de uma órbita a outra, dentro do raio de um átomo, desprendem-se ondas de luz; quando um elétron, em seu rápido movimento, é lançado fora do raio atômico, desprende energia. Este último fenômeno comprova que, "ao desaparecer a massa, aparece a energia".
Reduzindo-se o peso de um átomo, este se transforma em outro elemento. Assim, se eliminarmos uma das noventa e duas cargas – prótons, que formam o núcleo de um átomo de Urânio – este se converte em Urânio-X. A Ciência provou que são possíveis noventa e duas transformações entre um átomo de Urânio – o mais pesado elemento conhecido – e um átomo de Hidrogênio, por sua vez, o mais leve elemento que se conhece.
A desintegração da matéria, que concorre para que seja mutável e dinâmico o nosso planeta, é produzida por um processo de transformação na Natureza, chamado de radioatividade. É bem possível que, em qualquer parte do Universo se dê um outro processo de desgaste radioativo.
Há alguns anos, os físicos que trabalhavam com o Dr. Millikan (laureado com o prêmio Nobel e cientista de renome mundial) conseguiram fundir os prótons e elétrons de um átomo de hidrogênio, o que causou verdadeiro assombro no mundo científico: o átomo desapareceu fazendo surgir a energia. À tal energia se propôs chamar de Raio Cósmico.
Tão notável descoberta parece a chave da formação dos elementos mais pesados, a partir do hidrogênio até a sua própria formação. Nesse caso, descoberta que faz crer na existência de uma atividade Criadora, hoje reconhecida pela Ciência, desenvolvendo-se em torno de nós, não só em relação com os tipos mais pesados da matéria, até chegar à gasosa, como ainda, nas longínquas estrelas e nebulosas. De fato, os elementos se acham por toda parte, pois, até agora, o espectroscópio nada revelou que já não existisse em nosso Globo.
Mas, em resumo, que vem a ser o Raio Cósmico, que tanto interesse vai despertando a todo físico e homem de Ciência? Essa questão possui indicação da Unidade de Vida, que se encontra invisível no fundo de todas as coisas, constituindo algo fundamental, donde nasceu tudo quanto existe na Natureza.
A Ciência explicou em termos, tanto ao alcance de profanos como de entendidos, a evolução da matéria. Não será agora possível, graças à descoberta do "Raio Cósmico", completar aquele ensinamento com os rudimentos da teoria da involução?
Assim é que, no Raio Cósmico dos físicos, o Ocultista reconhece a força Criadora, cuja Fonte se encontra no Imanifestado, onde toda objetividade possui sua origem. Que importa dizer que a Ciência descobriu algo importantíssimo, que lhe pode fazer palmilhar um novo Caminho, o qual, fatalmente, a conduzirá à nítida compreensão do "Princípio Imutável" e Onipresente... fora do alcance do Pensamento, desde que se sujeite a descer dos falsos e vaidosos pedestais em que ela (Ciência) tem vivido até agora?


Se quisermos comparar o Raio Cósmico com a teoria teosófica de "Fohat" – "a Inteligência Ígnea, ativa, base dos Fogos internos do sistema solar" – compreenderemos melhor que é Ela a prodigiosa Força que lança o próton através do espaço ou Éter. Que força, ou antes, Inteligência o guia para um elétron a fim de, unidos, formarem um Átomo?
Se acompanharmos tal Átomo em seu percurso através dos diversos elementos que compõem nosso Universo, descobriremos com que precisão e inteligência ele atrai para si outros átomos, adquirindo nova forma e aumentando seu peso, para não dizer, sua Experiência, segundo o sentido oculto para tudo quanto se encontra em evolução.
Tal fenômeno possui similar no dos "cometas positivos e negativos", ou antes, "machos e fêmeas" (pese opiniões contrárias), que se incumbem da formação dessas nebulosas, que serão um dia... um ou mais Universos, ainda que hoje simples "poeira cósmica", como por exemplo, a que conhecemos com o nome de "Via Láctea", embora nela figurando inumeráveis sóis com seus planetas e satélites...
Quanto ao átomo, descendo ele ao mais denso e conhecido elemento, a forma parece incapaz de o manter cativo... e começa por desintegrar-se. Inicia-se então sua viagem ascensional (tal como os referidos cometas). Graças a essa desintegração, se torna cada vez mais ligeiro, funcionando em diversos elementos, em sua evolução para cima. Tão interessante é esse processo, que ficamos maravilhados, como o cientista, esperando o fim... se é que ele existe.
Terminada a viagem, o átomo volve à sua Fonte ou Origem: o Raio Cósmico; mas, segundo parece, um pouco diferente de como era quando emergiu por vez primeira. O final de sua história é aparentemente igual ao seu começo: o nêutron, por meio de certa força invisível, atrai do mesmo modo, um elétron e os dois se fazem UM, tal como o fim da humana evolução, no referente ao fenômeno sexual: o Androginismo Perfeito.
Assim, a forma desaparece e a energia se manifesta. A precisão e inteligência desenvolvidas em semelhante trajetória, acusam uma Consciência que se há de enriquecer, totalmente, com a Experiência.
É, ainda, lógico supor que a energia resultante seja mais vitalizada. Do mesmo modo que, a Fonte para onde volve, se enriqueça com a Experiência de sua viagem ou peregrinação do Átomo. A sua História é igual à do Universo. Pode-se nela descobrir analogias com o próprio percurso da Mônada, ao estabelecer suas relações com o Ego e com a personalidade, segundo seu verdadeiro sentido etimológico de "persona", ou "aquilo pelo qual o SOM se manifesta". Som este, que deve ser comparável ao da Palavra ou Verbo Solar, de que tratam as santas Escrituras.
Ademais, no Átomo está escrita a genealogia do Logos... das estrelas e das poderosas Hierarquias, em cujos corpos se acha a base de uma célula dual ou duplamente centralizada; a qual, por sua vez, nos faz lembrar o mistério do "Pai-Mãe" das mesmas Escrituras. E de outro modo, a dos "Gêmeos Espirituais"; do fenômeno manúsico ou Racial. Senão, da própria forma-dual de todas as coisas, a começar pelo mistério do "Duplo" nas iniciações egípcias.
Através de tão misteriosa História que o Átomo escreve, pode-se interpretar as grandezas do Uno, debaixo de sua manifestação, ao mesmo tempo, Una e Trina, como em cópia fiel – embora, duplamente velada – o representam as religiões positivas, nas Três Pessoas distintas e Uma só verdadeira: no Cristianismo, por exemplo, como Pai, Filho e Espírito Santo. No Hinduísmo, na Trimurti (termo sânscrito que significa: Três Corpos), isto é, Brahmã, o Criador; Shiva, o destruidor, ou antes, transformador e Vishnu, o conservador. Do mesmo modo que, nas Três Normas ou Parcas mitológicas: Clothos, Lachesis e Atropos: uma que fiava, outra que cortava o fio e, finalmente, a última, que sustinha a roca. E com mais propriedade, nas três forças: Centrífuga, Centrípeta e Equilibrante.
Assim, todo esse percurso em busca de Experiência, através da escala cromática (e Setenária, já se vê) da "Harmonia das Esferas"; como estados, ainda, de Consciência, que a Mônada é obrigada a percorrer, a fim de alcançar o máximo de sua evolução: a Unidade donde precede. E isso, como verdadeiro sentido da "Parábola do Filho Pródigo", que volta à Casa Paterna (e não, a infantil interpretação que se lhe dá), dito por Santo Agostinho, de modo claro e preciso: "Viemos da Divindade e para Ela havemos de voltar"... Principalmente, se não tomarmos essa Divindade como o deus antropomorfo (das religiões ocidentais) "cercado de raios e trovões, raivoso, a castigar a obra de sua própria criação", mas um Sol, por exemplo, ao qual se pudesse chamar de Espiritual, pela sutileza e grandeza de sua Substância...
Por isso mesmo, Fonte de Energia para todo o sistema. Já o comparamos, algures, a uma Usina Geradora de "Força e Luz", segundo a mesma teoria Atômica, que até aqui vimos desenvolvendo; ou da Teosófica, que corresponde a Fohat e Kundalini, que no fim de contas são duas forças que acabam se fundindo em uma Só... Tal como uma "lâmpada de arco voltaico" que, ao se tocarem os dois carvões (positivo e negativo) se estabelece a Energia... Ou melhor, se dá o "Fiat Lux"!
Nunca é demais comparar o termo científico Átomo, com o Atmã, teosófico, cujo verdadeiro sentido é: Hálito de Vida, Eu-Supremo e tantos outros semelhantes, mas, exprimindo sempre a mesma coisa. Do mesmo modo que, estes dois termos nos fazem lembrar, ainda, o germânico "Atmen", que quer dizer: Respirar, etc., para provar que todas as línguas procedem de uma só, através de uma sucessão evolucional, segundo exige a própria Lei, expressa em fenômenos de ordem sísmica ou de periódicas catástrofes. Dado o fato de que o próprio Globo evolui pari passu com os seres que nele habitam. Por isso mesmo, as catástrofes separando raças, ramos, famílias ou clãs acabam por criar novos idiomas, etc. Outro não é o pseudo-castigo babelino ou da "confusão de línguas", de que trata a Bíblia, no seu estilo de "letra que mata", para ser interpretada, segundo o "espírito que vivifica".
Não importa a complexidade pela qual a matéria esteja passando; o fato é que, a manifestação existe igual à dos prótons e elétrons, sustentada, precisamente, pela Energia do "Raio Cósmico", porquanto, o que fica exuberantemente provado, é que, da sua UNIDADE procede, nela tem a sua existência e para Ela volve...


Repetimos as palavras de H. P. Blavatsky:


"O Universo evolui constantemente, e em espiral ascendente, a Humanidade inteira. E se em espiral ascendente aperfeiçoarmos o corpo físico em que vivemos, as emoções e os pensamentos brilharão em toda vivíssima Luz do Supremo Bem. Nada pode deter a Evolução. E quem não a seguir, será vítima de sua desgraçada incompreensão".


Prof. Henrique José de Souza

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